E se, por seis mil euros, lhe dessem a possibilidade de conhecer toda a informação contida nos seus genes? De saber, por exemplo, a predisposição que tem para certas doenças e preveni-las com maior eficácia antes de se desenvolverem no organismo? A isto chama-se genómica pessoal e, acreditam os seus impulsionadores, irá revolucionar a medicina do futuro. Nem será preciso esperar muito. A realidade está a menos de cinco anos, asseguram os mais optimistas.
Mas para que me serve afinal a leitura do genoma, interrogar-se-ão os mais cépticos. Em teoria, irá permitir personalizar a medicina do futuro e actuar de forma preventiva sobre muitas doenças de origem genética. Mas a realidade pode não ser tão linear.
"A maioria dos problemas de saúde está associada a factores ambientais e comportamentais, sem origem genética", lembra Nuno Barbosa Morais, investigador do grupo de Biologia Computacional da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Dito de outra forma: o facto de uma pessoa ter uma predisposição genética para uma doença não quer dizer que a vá desenvolver.
Do mesmo modo, sublinha Jorge Sequeiros, presidente do Colégio de Genética Médica da Ordem dos Médicos, "podemos vir a ter Alzheimer, por exemplo, mesmo que se comprove que não temos nenhuma alteração nos genes de susceptibilidade testados". A genómica está longe de ser uma ciência infalível ou a 'bola de cristal' que dirá ao paciente se viverá 100 anos ou sucumbirá a um cancro letal.
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/306711
Notícia publicada em 28-04-2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
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